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1 A Sétima arte #6 : As Virgens Suicidas

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hoje temos uma convidada na coluna! A digníssima Verônica Hiller, do .girl sets fire. nos traz "As Virgens Suicidas", escrito por Jeffrey Eugenides e dirigido por Sofia Coppola.


"Nunca conseguimos entender por que as meninas queriam tanto ser maduras, ou porque se sentiam na obrigação de elogiar umas às outras, mas às vezes, depois que um de nós lia algum trecho mais lingo do diário em voz alta, precisávamos lutar contra o ímpeto de nos abraçarmos ou de dizermos um ao outro como éramos bonitos. Sentimos o encarceramento de ser uma menina, como isso deixava a mente ativa e sonhadora, e como elas acabavam sabendo naturalmente quais cores combinam melhor. Ficamos sabendo que as meninas eram gêmeas nossas, que todos existíamos no mesmo espaço como animais de peles idênticas, e que elas sabiam tudo a nosso respeito embora não entendêssemos coisa alguma sobre elas. Ficamos sabendo, enfim, que na verdade as meninas eram mulheres disfarçadas, que compreendiam o amor e também a morte, e que o nosso trabalho era apenas gerar o ruído que parecia fasciná-las."




Primeiro filme dirigido por Sofia Coppola (Maria Antonieta, Encontros e Desencontros), ambientado numa pacata cidade norte-americana na década de 70, As Virgens Suicidas é um romance no mínimo intrigante.
Cinco jovens irmãs, Therese, Mary, Bonnie, Lux e Cecília, filhas do professor de matemática da escola da cidade e de uma religiosa assídua, criadas sob duras restrições sociais, morais e religiosas, sempre despertaram a curiosidade de seus vizinhos adolescentes, que nutriam uma admiração distante e platônica por elas - e que começam a despertar a curiosidade da vizinhança inteira quando a irmã mais nova, Cecília, de 13 anos, tenta se suicidar. Talvez como um pedido de socorro, Cecília só explicita o resultado da severa criação que essas meninas recebem do pais, principalmente da mãe. Após este ocorrido, os vizinhos das meninas Lisbon começam a investigar o cotidiano delas, tentando achar uma explicação, além da religiosidade sufocante da mãe, para a melancolia que envolvia a vida dessas jovens, sendo eles, assim, os narradores da história. Mas mesmo podadas do convívio social com outros adolescentes além da escola, as meninas Lisbon não deixam de exalar o furor feminino, com sua sensualidade juvenil e intoxicante, que ganha uma forma concreta na personagem de Lux Lisbon (Kirsten Dunst), a irmã do meio de 14 anos.
A história nos apresenta também a chance de viajar pelo mundo caótico e sonhador das meninas se tornando mulheres. Através de camas de dossel e cosméticos bagunçados no armário do banheiro, quase sentimos a o odor abafado de cinco adolescentes confinadas numa casa só, e espreitamos o mistério e a sensibilidade encantadores do universo feminino.
No filme, conseguimos identificar as características cinematográficas recém-nascidas de Sofia Coppola que, futuramente, ficarão encantadoramente maduras em Maria Antonieta. Já no livro, enxergamos o tom descritivo e pungente de Jeffrey Eugenides (Middlesex, A Trama do Casamento) que, pessoalmente, é o que sublima essa obra que, através da melancolia e lirismo, critica veemente os valores e padrões da sociedade estadunidense da época.


 Gostaram? Têm alguma dica? Algum filme? Algum autor? Mande-nos um email ou uma mensagen inbox! Sua opinião é importante!

0 A Sétima Arte #5: Entrevista com o Vampiro

quinta-feira, 4 de abril de 2013


“Evil is just a point of view.”





Eles são vampiros apaixonados pela vida. São intensos. São frios e ao mesmo tempo cheio de sentimentos. São contradições vivas. E sobretudo são humanos. Anne Rice cria Lestat, Louis e Claudia. Três Vampiros da New Orleans vitoriana. 

Publicado em 1976 o livro é uma das primeiras obras contemporâneas da “Literatura de Vampiros”. Muito antes de Crepúsculo e da cultura adolescente repleta de monstros e criaturas fantásticas. Entrevista com o Vampiro é a porta de entrada para as Crônicas Vampirescas, uma série de mais de dez livros, e foi um dos embalos da subcultura Gótica nos anos 80 e 90. Com elementos ultrarromânticos, descrições prolixas e uma morbidez constante Anne Rice nos traz até a fazenda de Point du Lac em New Orleans. Após a morte do pai e do irmão, o jovem Louis é obrigado a cuidar das terras da família. No meio de uma desordenada vida de auto destruição, com jogo, bebida e mulheres, Louis conhece Lestat, um “imigrante” francês em New Orleans. Mas Lestat era um vampiro, e não bastasse isto, Lestat era governado por puro descontrole e impulsividade. Lestat era puro ódio pela humanidade. Ao fazer de Louis um vampiro, Lestat acaba criando o mais humano de todos os vampiros. Louis não quer ser vampiro, não aceita a sua condição de imortal e não alimenta-se de sangue humano; come ratos. 

Em 1994 é lançado o filme, dirigido por Neil Jordan (The Borgias), com Tom Cruise, Brad Pitt e Kirsten Dunst respectivamente como Lestat, Louis e Claudia. A ainda jovem Kirsten Dunst nos traz toda a dissimulação de Claudia, notável para uma atriz de apenas 12 anos de idade. Claudia era uma criança condenada. Com a mãe morta pela peste ela se depara sozinha no mudo, até ser aparada pelos braços (e presas) de Louis. E este é um dos conflitos centrais do livros, é correto uma criança ser condenada à uma infância eterna como vampiro? 

Entrevista com o vampiro nos traz personagens intensos. Flerta com questões sensíveis da condição humana. Nos faz pensar se seríamos realmente felizes se fôssemos imortais. Nos faz questionar a “Santidade” da vida. E sobretudo cria personagens muito mais humanos que qualquer um de nós, ainda que eles estejam mortos.

0 A Sétima Arte #4: Especial O Dia da Mulher

sábado, 9 de março de 2013


        Este é um post dedicado às mulheres. E para consagrá-las no dia da mulher hoje a coluna A Sétima Arte conta com a ajuda de Verônica Hiller do Girl Sets Fire e de Nicole Kloss do Teens Books.
        Já que esta é uma coluna sobre livros que viraram filmes, falaremos sobre grandes mulheres que estão presentes na literatura e no cinema. Seja por serem memoráveis, fortes, à frente do seu tempo ou majestosamente magníficas.

Lolita – “Lo. Love Of My Life.”


        Dolores Haze é uma menina que vira mulher antes do tempo – mas não que ela fosse uma menina qualquer. Dona de uma sensualidade ofensiva para os seus humildes doze anos, Lolita vira alvo de um amor doentio que Humbert Humbert, professor particular de Lo, já de meia idade, nutre por ela. Talvez isso o faça parecer um pedófilo dos mais doentios quando, só para ficar perto dela, se casa com a mãe da menina. Mas caso você não se contentar com essa idéia mais moralista, talvez vá conseguir enxergar o amor delicado e meigo que Humbert sente por Dolores, nossa menina mulher talvez maliciosamente provocante demais. Lolita é um filme que podemos tirar muitas conclusões, que tem um fim claro, mas que pode ter muitos outros fins na sua cabeça.



Marla – “It all started when i met Marla.”



        Marla Singer com seus lábios de sofá italiano. Marla Singer com seus braços com queimaduras de cigarro. Marla Singer com seu vestido de festa de debutante. Da gloria ao lixo nós vimos todo o tipo de mulher na literatura. Marla Singer é a mais baixa delas. Chegou onde poucas conseguem chegar, decaiu na vida como ninguém mais caiu, e até fez um terrorista anarquista apaixonar-se por ela. Marla Singer é a epítome do desespero, é o câncer de si mesmo. Depressão e tendências suicidas permeiam a vida de Marla. Viciada em grupos de autoajuda e muitos cigarros Marla conhece o narrador. Nesta espiral decadente os dois envolvem-se em um relacionamento doentio. - “Eu quero Tyler. Tyler quer Marla, Marla me quer. Tyler não me quer por perto. Isto não é sobre amor. Isto é sobre propriedade. E sem Marla, Tyler não seria ninguém.” – No discorrer da história vemos o quão importante Marla é para o Narrador. Que mesmo quando sua vida entra em completa desgraça é para um que o outro corre.
        Marla é o tipo de mulher que nós nos apaixonamos fácil. Ela é instigante e sarcástica. Representa todo aquele tipo de mulher que nos provoca e nos testa. Marla é insuportável, mas todos nós a amamos.

Elizabeth Bennet - “You bewitched me, my body and soul.”



        A realidade das mulheres do século XIX é diferente da que vivemos nos dias atuais. A sociedade daquela época intimava as mulheres a serem totalmente submissas a seus familiares, e futuramente a seus maridos, sendo obrigadas a seguirem certos padrões de comportamento para conseguirem arrematar um homem que as proporcionasse uma vida confortável com as qualidades que lhes eram cabidas na época: uma vida tediosa de dona-de-casa, com uma grande quantidade de filhos para criar, uma boa qualidade musical para entretenimento e um parco conhecimento de mundo, onde a maior preocupação dela deveria ser sobre as fofocas da vida de parentes e vizinhos.
        Inserida nesse meio se encontra a maior mocinha de toda a literatura internacional: Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito. A protagonista é adversa a todas as qualidades esperadas de uma moça daquela época: tem uma personalidade forte e desafiadora, com conhecimento de mundo e uma capacidade de se manter fiel àquilo que acredita e a expor esse pensamento independente, mesmo que isso vá contra o princípio tradicional da sociedade onde vive. Feminista e moderna, com uma mentalidade muito a frente das outras mulheres de seu tempo, se mantém sempre determinada a se casar por amor e não com qualquer um arranjado por seus pais para lhe proporcionar uma ascensão social acompanhada de uma vida mais confortável. Não é a toa que Lizzie Bennet é uma personagem que inspirou outras tantas personagens literárias desde seu lançamento há 200 anos: várias outras protagonistas de livros são fundamentadas na Srta. Bennet e possuem os mesmos traços marcantes desta, sendo sempre bem-sucedidas e intimidantes, que encantam a todos os leitores. A história de Bennet já ganhou várias adaptações tanto cinematográficas, quanto literárias, podendo elas ser modernas ou tradicionais.



E para finalizar, temos a excelente obra estreada por Michel Melamed, "Afinal O que Querem As Mulheres?", com o primeiro episódio completo no youtube.






1 A Sétima Arte #3: Clube da Luta

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013







“Tyler gets me a job as a waiter, after that Tyler’s pushing a gun in my mouth and saying, the first step to eternal life is you have to die.”

O Clube da Luta é o ápice da geração de filmes de Ultraviolência.

Clube da Luta é um soco na cara, mas é um soco que você mesmo se dá. A história nos traz um narrador sem nome. Mas ainda que o Narrador não tenha nome não lhe falta personalidade, que por sinal ele tem muitas. O Narrador leva uma vida normal, tem um emprego normal, uma casa do jeitinho que ele quer. O único problema é a insônia. Sofrendo de insônia crônica o Narrador busca todo tipo de ajuda médica, de neurologistas à homeopatas, até que lhe dizem: “Se você quer ver dor de verdade você deveria visitar a Primeira Eucaristia às quartas, veja o grupo de apoio aos parasitas cerebrais, às doenças ósseas degenerativas, veja os pacientes de câncer morrendo” – Então ele vai.

O Narrador torna-se viciado em grupos de apoio. Torna-se viciado em presenciar diariamente a desgraça decadente do fim da vida humana. E dorme com a cabeça no travesseiro feito um anjo.
Até que conhece Marla.

Segundo as palavras do Narrador, Marla com seus lábios de sofá italiano é uma falsa. Não passa de uma falsa que vai aos grupos de apoio à doentes para ver gente morrendo todos os dias. E ao conhecer Marla Singer, a insônia volta.

Durante uma viagem de trabalho o Narrador conhece Tyler Durden, dono de uma fábrica de sabão chamada Paper Street Co. E é aí que a história começa. Ao chegar em casa o Narrador descobre que seu apartamento misteriosamente explodiu, fazendo com que todos os seus pertences avidamente conquistados com muito trabalho voassem em chamas pelas janelas.  Desesperado o narrador pede ajuda à Tyler e vai morar com ele por uns dias na Paper Street.
Mas este é só o começo da história, os primeiros minutos do filme e os primeiros capítulos do livro. É apenas o pano de fundo da história dos dois personagens: Narrador, Tyler e Marla.

Daqui para frente a história não pode ser contada. Afinal, Você não fala sobre o Clube da Luta.

Clube da Luta é uma história instigante. Escrita por Chuck Palahniuk em 1996, ao som de Downward Spiral tocado incessantemente no repeat (palavras do próprio autor), Clube da Luta tem uma narrativa rápida e desenfreada, com parágrafos curtos e muita ação intercalada com críticas violentas ao American Way of Life. De humor ácido e armado de palavras cáusticas Palahniuk nos traz um estilo de escrita similar aos Mantras hindus, com palavras que se repetem seguidamente. Tais características tornam a leitura uma experiência muito rápida, mas tal velocidade não tira o impacto do livro.

Dirigido por David Fincher (Seven, Zodiac, The Girl With the Dragon Tattoo) e lançado em 1999, o filme nos traz Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter respectivamente como Tyler Durden, O Narrador e Marla Singer. O filme é quase inteiramente uma transcrição muito fiel do livro, com diálogos e cenas parecidíssimos. Mas não se apegue, os finais são diferentes. O filme tem um estilo Noir com imagens muito densas e escuras.

O Clube da Luta é cheio de frases de efeito, ultraviolência e reflexões sobre a vida que tomamos. É um ótimo livro para começarmos a entender as obras de Chuck Palahniuk, que traz em todas as suas outras obras o mesmo estilo caótico e cáustico.

Para Ver:

As Regras do Clube da Luta

Trailer de Clube da Luta legendado em PT-BR



0 A Sétima Arte #2: O Natimorto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Natimorto é uma história de tirar o fôlego. Mas não de um jeito bom. Feito um cigarro muito forte. 

Com diálogos prolixos e conversar muito bem fluídas, O Natimorto nos traz uma História com um quê tarantinesco. A obra vale à pena só por causa dos diálogos. Mas não é só de conversas geniais que o filme se faz. Diferentemente de Tarantino, O Natimorto é repleto de referências ao mundo místico do Tarot. 

Com interpretações da curitibana Simone Spoladore (Lavoura Arcaica) e do próprio Lourenço Mutarelli (O autor do livro), o filme é dirigido por Paulo Machline. Em meio a cigarros e mais cigarros nos é contada a enevoada história de um agente musical que encontra em uma garota a voz perfeita, chamada de A Voz. Mas há um problema, apenas o Agente é capaz de ouvir o que ela canta. Ao levar a Cantora para um jantar em sua casa sucede-se uma discussão entre o Agente, sua mulher, e a Voz. Após a briga o Produtor decide morar em um hotel com A Voz. O que se sucede a partir daí é uma trama de cíume, descontrole e vício. Mutarelli nos traz um personagem complexo, cheio de entrelinhas e impressões. Toda a história passa-se praticamente dentro do quarto de hotel, tornando tudo ainda mais claustrofóbico. 

Misturando prosa, poesia, e elementos de escrita teatral, Mutarelli desenrola a história em um ritmo acelerado. Toda a trama enreda-se o misticismo das cartas de Tarot. O Agente, fumante de um maço de cigarros por dia, por ter tido uma tia que tirava cartas, começa a correlacionar as imagens dos versos dos maços de cigarro com os arcanos do Tarot. Tendo assim a sorte do seu dia baseada em seu maço de cigarros. E os cigarros são um ponto muito importante na história, pois a história é marcada em carteiras de cigarro, cada dia que passa é uma nova, cada dia que passa é outra sorte. 

O Natimorto é uma história mesmerizante, daqueles livros em que se lê em uma sentada. Mas não espere sair ileso dessa história, ao primeiro cigarro que você respirar você vai sentir-se carregado pela trama que nos faz ver o quão egoísta um sujeito pode ser. O Natimorto é o tipo de filme que nos faz sentirmos muito mais humanos, muito mais cientes da nossa condição como humanos, e isso não nos deixa mais felizes. O Natimorto é uma história que muda quem a vê.

"Se você quisesse a gente podia dividir o mesmo maço, e assim nós teríamos o mesmo destino juntos."

Natimorto, trailer.

0 A Sétima Arte #1: Howl (2010)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Para ouvirem enquanto leem o post: 


Living Music - Howl



Olá Olá! Aqui quem vos fala é Lucas Bilk e no primeiro post da nova coluna do blog falaremos sobre Howl.

O filme de 2010 dirigido por  Rob Epstein (American Beauty) e Jeffrey Friedman (Paragraph 175), com participações de James Franco (127 Horas) como Allen Ginsberg no papel principal, Jon Prescott e Todd Rotondi fazendo participações secundárias como Jack Kerouac e Neal Cassady respectivamente.

O Poema O Uivo foi inicialmente publicado em Howl and Another Poems, 1956. Ao ser publicado em 1956 o poema foi alvo de críticas por ser "obsceno e vulgar, sendo o debate levado à julgamento na Suprema Corte Americana para a análise do possível veto à publicação. Escrito por Ginsberg com dedicatória à Carl Solomom, escritor que foi companheiro de Ginsberg em um instituto Psiquiátrico, o poema é praticamente um roteiro de toda a geração Beat. Permeado de referências à outros escritores, como Kerouac e Cassady, o poema retrata a marginalização dos artistas da época, a condição de vida do grupo e o modo de vida americano.

O filme Howl nos apresenta a atmosfera que envolve o poema em quatro frentes: Cenas de um pseudo documentário com Ginsberg sendo entrevistado à respeito de sua vida, Flashbacks de episódios da vida de Ginsberg, uma animação acompanhada da leitura de O uivo por James Franco, e o julgamento do possível veto à publicação de O Uivo. O filme apresenta as cenas de forma muito bem entrelaçadas, as animações de O Uivo trazem toda a atmosfera caótica presente no poema, que quando intercalada com as cenas de flashback e depoimentos trazem uma base às referencias do poema. James Franco consegue com maestria interpretar Allen Ginsberg, trazendo na voz o ritmo e o tom característicos de Ginsberg.

O Uivo é a ânsia de toda uma geração caótica, um poema que traz histórias que poderiam ser vividas por qualquer jovem da época, que traz consigo o escárnio ao American way of life, que traz sobretudo desespero, mas que em momento algum se torna menos belo. O Uivo é violento, obsceno e cáustico, mas é apenas a verdade.

"Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus. . ." - Howl (1956). GINSBERG, Allen.

Para assistir:

James Franco, na leitura de Holy (Um fragmento de O Uivo)

Holy, na voz do próprio autor.


E por hoje é só, pessoal. Fica aí a dica da primeiro post da coluna A Sétima Arte. Quaisquer dúvidas, sugestões de filmes e livros e opiniões sobre o filme, deixem um comentário no post.

Obrigado.