A Sétima Arte #3: Clube da Luta

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013







“Tyler gets me a job as a waiter, after that Tyler’s pushing a gun in my mouth and saying, the first step to eternal life is you have to die.”

O Clube da Luta é o ápice da geração de filmes de Ultraviolência.

Clube da Luta é um soco na cara, mas é um soco que você mesmo se dá. A história nos traz um narrador sem nome. Mas ainda que o Narrador não tenha nome não lhe falta personalidade, que por sinal ele tem muitas. O Narrador leva uma vida normal, tem um emprego normal, uma casa do jeitinho que ele quer. O único problema é a insônia. Sofrendo de insônia crônica o Narrador busca todo tipo de ajuda médica, de neurologistas à homeopatas, até que lhe dizem: “Se você quer ver dor de verdade você deveria visitar a Primeira Eucaristia às quartas, veja o grupo de apoio aos parasitas cerebrais, às doenças ósseas degenerativas, veja os pacientes de câncer morrendo” – Então ele vai.

O Narrador torna-se viciado em grupos de apoio. Torna-se viciado em presenciar diariamente a desgraça decadente do fim da vida humana. E dorme com a cabeça no travesseiro feito um anjo.
Até que conhece Marla.

Segundo as palavras do Narrador, Marla com seus lábios de sofá italiano é uma falsa. Não passa de uma falsa que vai aos grupos de apoio à doentes para ver gente morrendo todos os dias. E ao conhecer Marla Singer, a insônia volta.

Durante uma viagem de trabalho o Narrador conhece Tyler Durden, dono de uma fábrica de sabão chamada Paper Street Co. E é aí que a história começa. Ao chegar em casa o Narrador descobre que seu apartamento misteriosamente explodiu, fazendo com que todos os seus pertences avidamente conquistados com muito trabalho voassem em chamas pelas janelas.  Desesperado o narrador pede ajuda à Tyler e vai morar com ele por uns dias na Paper Street.
Mas este é só o começo da história, os primeiros minutos do filme e os primeiros capítulos do livro. É apenas o pano de fundo da história dos dois personagens: Narrador, Tyler e Marla.

Daqui para frente a história não pode ser contada. Afinal, Você não fala sobre o Clube da Luta.

Clube da Luta é uma história instigante. Escrita por Chuck Palahniuk em 1996, ao som de Downward Spiral tocado incessantemente no repeat (palavras do próprio autor), Clube da Luta tem uma narrativa rápida e desenfreada, com parágrafos curtos e muita ação intercalada com críticas violentas ao American Way of Life. De humor ácido e armado de palavras cáusticas Palahniuk nos traz um estilo de escrita similar aos Mantras hindus, com palavras que se repetem seguidamente. Tais características tornam a leitura uma experiência muito rápida, mas tal velocidade não tira o impacto do livro.

Dirigido por David Fincher (Seven, Zodiac, The Girl With the Dragon Tattoo) e lançado em 1999, o filme nos traz Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter respectivamente como Tyler Durden, O Narrador e Marla Singer. O filme é quase inteiramente uma transcrição muito fiel do livro, com diálogos e cenas parecidíssimos. Mas não se apegue, os finais são diferentes. O filme tem um estilo Noir com imagens muito densas e escuras.

O Clube da Luta é cheio de frases de efeito, ultraviolência e reflexões sobre a vida que tomamos. É um ótimo livro para começarmos a entender as obras de Chuck Palahniuk, que traz em todas as suas outras obras o mesmo estilo caótico e cáustico.

Para Ver:

As Regras do Clube da Luta

Trailer de Clube da Luta legendado em PT-BR



Um comentário:

  1. Adorei!
    Primeira regra sobre o Clube da luta: nunca fale sobre o Clube da luta ;)
    Beijo,
    Nic

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