Hora de Clarice

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Hoje falaremos de Clarice, porque da escritora, por mais que já se tenha falado, nunca é demais.

Uma das escitoras mais profícuas e densas do último século, Clarice sabia como ninguém falar das aflições humanas. Clarice se afundou nos próprios sentimentos e desbravou a alma a fim de conhecer o mais improvável do ser humano: a essência.
 
Tema recorrente dos seus livros, o incômodo com o cotidiano, a falta de sensibilidade das pessoas com o cortante que havia se tornado o banal, Clarice, sofreu muito por não se achar uma escritora. Sempre disse que a escrita era uma necessidade, sensorial. E é isso o que se sente com "Perto do Coração Selvagem", livro de estreia da autora. Obra escrita em 1944, na qual ela mergulha na subjetividade da personagem, nas aflições, nos medos e nas superstições. Joana, a peronagem principal faz uma viagem intensa para dentro de si, sem ter a certeza de que voltará a mesma. E não volta.
 
Clarice foi exaltada pela crítica da época pela ousadia e técnica de sua escrita. Hoje, 92 anos desde o seu nascimento e 25 da sua morte, ela consegue manter-se viva na alma dos leitores. São 39 livros, entre romances, contos e coletâneas de seus textos. Atualmente, cinco, entre tantas obras suas, estão sendo traduzidas para o inglês, fazendo com que suas palavras ganhem o mundo e  sua genialidade seja corroborada. Os títulos traduzidos são: Perto do Coração Selvagem, A Paixão Segundo G.H., Água Viva, A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida.
 
 
A Corrente Literária homenageia com esse pequeno texto a autora de "A Hora da Estrela" - nosso predileto -, a mulher que criou Macabéa, uma das personagens mais sensacionais da nossa literatura; a mulher que desceu até o fundo de si para vivenciar suas dores, males e angústias. Clarice não voltou a mesma dessa imersão. E é essa é a impressão que se tem ao se ler Clarice.

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